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Power Ranger pode fazer pornô

28/08/10 00:09
atualizado em 28/08/2010 01:51

Após revelar ser gay, ator atiça a indústria do vuco-vuco

Estados Unidos - Depois que o Power Ranger azul saiu do armário, uma nova carreira pode ter se aberto para ele. David Yost, que interpretou Billy, o super-herói azulado na série que foi sucesso em todo o mundo na década de 90, afirmou, no Anime Festival Orlando 2010, um evento para fãs de animação japonesa, que é gay. Bastou a revelação correr o mundo que o ator já virou alvo de produtoras de filme pornô para virar estrela do vuco-vuco.
"Aqui tem público para todos os gêneros: transex, bi, hétero, gordo, magro, tudo!", diz Kim Melo, produtor do gênero. "Seria só questão de conversar e ver a questão da grana".
Após deixar o seriado ‘Power Rangers', David Yost praticamente não fez mais nenhum filme. Neste ano, ele volta às telonas com ‘Degenerate', ainda sem previsão para lançamento no Brasil. Segundo David, o fato de ele ter pendurado o macacão dos Power Rangers e abandonado a série foi justamente por ter sido vítima de preconceito. O ex-Ranger azul disse que foi ofendido e chamado de "bicha" inúmeras vezes durante as gravações dos programas.
Ele, que já havia participado de campanhas em defesa do direito dos homossexuais, nunca havia falado abertamente sobre o assunto. Por conta do preconceito, chegou a ter depressão e até participou de terapias para tentar voltar a gostar de mulheres. Até suicídio passou pela cabeça do ator. "Estava preocupado com minha vida, pensava em tirar minha própria vida", disse na entrevista. Segundo ele, até o seu salário foi reduzido por conta de sua opção sexual.

Paulinho entende o drama

Paulinho Rola, como ficou conhecido o dono do bordão "Eu preciiiso de um companheiro", no programa Pânico na TV, disse que não daria as costas para David Yost, o Power Ranger azul que se assumiu gay. "Eu toparia muito conhecer o Power Ranger! Seria um sonho pra mim", disse.
O humorista entende o drama que o ator teve que enfrentar e acha que, se pra ele já foi difícil se assumir, pior ainda é para quem mora em uma cidade pequena.
Dono de um brechó em Itanhaém, litoral sul de São Paulo, o herói do Pânico sofreu preconceito quando se assumiu homossexual. "Precisa ser muito macho pra fazer o que eu fiz", disse.

 

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