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Em vez de Pato e Ganso, zebra e mico

Brasil vaiado na estreia

EFE
04/07/11 01:32
atualizado em 04/07/2011 01:51

Seleção repete futebol burocrático da Copa de 2010 e empata em 0 a 0 com a Venezuela

Na estreia da Copa América, contra a Venezuela, ontem - a primeira competição oficial desde a Copa de 2010 - a Seleção Brasileira mostrou o mesmo futebol burocrático que irritou a torcida no Mundial da África do Sul. Lento e sem inspiração, o Brasil parou na retranca venezuelana, não conseguiu mais do que um fraco empate em 0 a 0 e deixou o campo vaiado.

Jogando com três atacantes - Neymar, Pato e Robinho - a Seleção começou melhor. Pressionava a Venezuela no campo de defesa, mas abusava nas firulas, além de errar o último passe, facilitando o trabalho dos zagueiros adversários. A primeira chance clara de gol só veio aos 26, quando Daniel Alves cruzou e Pato acertou o travessão. Depois do lance, um cachorro entrou no gramado e o jogo foi interrompido até o animal ser retirado.

Em outra boa chance, aos 36, Robinho saiu na cara do gol após contra-ataque, chutou na saída do goleiro, mas o zagueiro Vizcarrondo cortou com o ombro. Já no fim do primeiro tempo, Neymar recebeu livre na área e bateu à direita do goleiro Vega. Na saída para o intervalo, o técnico da Venezuela, César Farias, xingou Neymar. Os jogadores e comissão técnica do Brasil, inclusive Mano Menezes, foram defender o atacante, e houve um princípio de tumulto.

No segundo tempo o Brasil insistiu na estratégia de marcar a saída de bola da Venezuela, e insistiu em errar as finalizações. Nem mesmo a entrada de Elano, Fred e Lucas foi suficiente para dar mais mobilidade à Seleção, que seguia presa à marcação e chutou apenas uma vez a gol em 35 minutos. Já os venezuelanos tiveram apenas duas oportunidades, uma delas com Arango, que chutou com perigo para fora, aos 27. E assim o jogo foi se arrastando até o apito final.

 

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